sábado, 26 de fevereiro de 2011

Preciso Me Encontrar - Cartola

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cabocla Jurema

Jurema , índia guerreira de uma imponente tribo, a qual vencia e conquistava todos os territórios ambicionados, viveu intenssamente e nunca desistiu do que quis. Nada amedrontava a jovem, estava sempre preparada para qualquer conflito. Nunca gostou dos trabalhos que normalmente as mulheres faziam, gostava de lidar com os homens e sempre teve o apoio de seu pai.
O grande dia de Jurema havia chegado. Sua trilho iria conquistar um dos territórios mais difíceis da região e lutar contra seus maiores inimigos, porém Jurema estava marcada não para ser a maior guerreira da tribo, como estava em seus planos, Jurema seria vencida nessa batalha, vencida pelo maior sentimento que o homem pode sentir, um sentimento capaz de acabar com a vida de qualquer pessoa. Jurema conheceu o amor nos olhos de seu inimigo. Sua tribo foi vitoriosa na batalha e capturou um dos oponentes. Assim que Jurema olhou para o prisioneiro teve certeza de quem era, conseguiu enxergar todas as vidas que eles haviam passado juntos e sentiu o cheiro de seus futuros filhos. Sentiu-se completa. Em um ato irracional e totalmente certo, Jurema desamarrou sua alma e os dois fogiram, mas seus companheiros de tribo perceberam a movimentação e correram para reaver o inimigo. Uma flecha foi disparada, mas Jurema resolveu mudar a direção da mesma, que encontrou moradia em seu peito. Jurema caiu e morreu. Diferente do que todos pensaram, Jurema não teve no amor sua desgraça, mas sim a glória, morreu para salvar a vida do homem que há vidas a acompanhava e a fazia ter uma eternidade feliz.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cisne Negro

Até onde uma pessoa vai para dar ao personagem a mais pura realidade? Descobrir-se. Acho que passamos a vida toda tentando nos encontrar diante de todas as informações que recebemos no deorrer da vida. Descobrir-se com a ajuda de um personagem, o qual torna-se nosso amigo mais íntimo, capaz de nos ajudar a esconder os mais estapafurdios pecados, nossos desejos reprimidos. Somos reprimidos, viemos de uma sociedade reprimida, que esconde o feio, mas o feio existe. Quem não é reprimido? Quem nunca pensou "Não posso" ou "O que vão pensar?". Mas e quando a vontade de dizer "foda-se" não cabe dentro da boca? O estômago borbulha, o sangue passa rápido pelas veias, seu rosto fica vermelho e finalmente seu organismo expulsa a raiva através das lágrimas. Seu corpo treme e a única coisa que você quer é sumir dali. E pensar que todo esse esforço do seu corpo não adiantou de nada, porque mesmo com tudo isso você ainda tem sede. Será que é nesse momento que entra o amigo personagem? Tantos atores tiveram suas mentes tomadas por personagens que mexeram com seus íntimos. Mas e quem não é ator de palco? Como tirar toda essa intensidade de dentro da alma?