sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cabocla Jurema

Jurema , índia guerreira de uma imponente tribo, a qual vencia e conquistava todos os territórios ambicionados, viveu intenssamente e nunca desistiu do que quis. Nada amedrontava a jovem, estava sempre preparada para qualquer conflito. Nunca gostou dos trabalhos que normalmente as mulheres faziam, gostava de lidar com os homens e sempre teve o apoio de seu pai.
O grande dia de Jurema havia chegado. Sua trilho iria conquistar um dos territórios mais difíceis da região e lutar contra seus maiores inimigos, porém Jurema estava marcada não para ser a maior guerreira da tribo, como estava em seus planos, Jurema seria vencida nessa batalha, vencida pelo maior sentimento que o homem pode sentir, um sentimento capaz de acabar com a vida de qualquer pessoa. Jurema conheceu o amor nos olhos de seu inimigo. Sua tribo foi vitoriosa na batalha e capturou um dos oponentes. Assim que Jurema olhou para o prisioneiro teve certeza de quem era, conseguiu enxergar todas as vidas que eles haviam passado juntos e sentiu o cheiro de seus futuros filhos. Sentiu-se completa. Em um ato irracional e totalmente certo, Jurema desamarrou sua alma e os dois fogiram, mas seus companheiros de tribo perceberam a movimentação e correram para reaver o inimigo. Uma flecha foi disparada, mas Jurema resolveu mudar a direção da mesma, que encontrou moradia em seu peito. Jurema caiu e morreu. Diferente do que todos pensaram, Jurema não teve no amor sua desgraça, mas sim a glória, morreu para salvar a vida do homem que há vidas a acompanhava e a fazia ter uma eternidade feliz.

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